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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A Netflix continua a ser o "líder global " no streaming de vídeo (NFLX)



As ações da Netflix aumentaram 81% nos últimos 12 meses, e a série não mostra sinais de parada, diz UBS.O banco suíço na quarta-feira elevou o preço do estoque de Netflix para US $ 225 de US $ 190 - muito acima do objetivo de consenso de Wall Street de US $ 190, de acordo com a Bloomberg."Nós vemos o lado oposto à orientação do 3T com base em nossa análise, sugerindo que o crescimento do assinante impulsionou o 3T com melhorias ano-a-ano em quase todos os mercados, semelhante à dinâmica que nossa análise mostrou no 2T", disse o analista Doug Mitchelson em uma nota."Isso apesar do que parece ser um índice de conteúdo original mais fraco versus 3Q16, sugerindo que o crescimento está sendo impulsionado mais pela amplitude geral de conteúdo na Netflix, transmitindo a massa crítica em muitos mercados internacionais e mercados fortes e execuções tecnológicas".Com certeza, este não será um trimestre fácil para a Netflix. A empresa planeja gastar US $ 6 bilhões em conteúdo original, de acordo com JPMorgan. Muitos desses shows e filmes - incluindo uma segunda temporada da homenagem de horror dos anos 80, muito popular, "Stranger Things" - não estarão exibindo novos episódios neste trimestre.O crescimento internacional superou amplamente as adições nos EUA em relatórios recentes. Em julho, os ganhos do segundo trimestre da Netflix mostraram um aumento de 4,14 milhões de assinaturas no exterior, contra 1,07 milhão em casa. Ambas as áreas ainda estavam à frente das expectativas de Wall Street.

Netflix stock price chart

Espera-se que a empresa adicione 3,65 milhões de assinantes no exterior e 0,75 milhões em casa quando relata o lucro do terceiro trimestre em 16 de outubro."Acreditamos que as principais competências da Netflix, tanto no conteúdo como na tecnologia, direcionarão um círculo virtuoso de maiores subs e aumento do tempo de visualização, permitindo uma maior receita média por usuário e receita, o que irá alimentar os gastos de conteúdo para atrair ainda mais assinantes, e assim por diante ", disse o banco. "Posicionando a Netflix para manter sua posição como o líder global claro no negócio emergente de assinaturas de vídeo online".

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Claro diz a Cade que internet compete com TV paga

A Claro Brasil, dona da Net, maior operadora de TV paga no país, reagiu ao parecer da superintendência geral do Cade. Embora não discorde expressamente da posição contrária à compra da Time Warner pela AT&T, a Claro alega que a posição da superintendência causou “surpresa”. Em particular, entende que houve falha ao não se considerar vídeos pela internet como concorrentes das empresas de TV por assinatura. 
“Embora não habilitada como terceira interessada no presente Ato de Concentração, a Claro pede vênia para registrar surpresa quanto ao conteúdo do parecer exarado pela Superintendência-Geral, posto que algumas das questões ali tratadas, no entender da empresa, não condizem com a realidade do  mercado”, alega no documento encaminhado ao Cade na sexta, 22/9.
Para a Superintendência-Geral, os reflexos do negócio proposto nos Estados Unidos sobre o mercado brasileiro – onde a AT&T é dona da Sky – criariam incentivos para uma coordenação, ainda que tácita, entre as duas maiores programadoras de TV por assinatura (Globosat e Time Warner) e as duas maiores operadoras do setor (Net/Claro e Sky) do país, prejudicando significativamente as empresas e os consumidores do segmento de TV paga.
A Claro, assim, afirma que a análise pecou ao não enxergar o mercado de TV por assinatura como ainda mais abrangente. Como explica no ofício ao órgão antitruste, a operadora sustenta o “entendimento de que o serviço OTT é substituto do de distribuição de conteúdo(SeAC) e, desta forma, de que são concorrentes neste mercado empresas como a Netflix, Amazon e Itunes, entre outros”. 
“Nos últimos anos, houve o ingresso de importantes agentes que fornecem esse tipo de serviço de Subscription Vídeo on Demand (SVOD), o que leva inequivocamente ao aumento da pressão competitiva frente às operadoras de televisão por assinatura, como a Claro. Não há como negar que os competidores que atuam no segmento de prestação de serviços SVOD vêm exercendo e intensificando forte pressão competitiva frente às operadoras de TV por assinatura, sendo tais serviços plenamente substituíveis entre si do ponto de vista da demanda.”
A Claro também reclama da análise da superintendência geral do Cade que exemplificou como força para comportamento anticompetitivo as negativas da Net em distribuir o conteúdo do canal Esporte Interativo, por ser concorrente direto do SporTV. 
“No que se refere à alegação de que a NET teria se negado a distribuir, em 2013,o canal Esporte Interativo, alegadamente por ser este concorrente direto do SportTV, registra a Claro, que esta é matéria de cunho estritamente
comercial e privada. Isto porque, à época, seja por este ser um Canal de Radiodifusão (e, portanto,"não obrigatório"), seja pelos termos comerciais ofertados à época pelo Canal, simplesmente a distribuição do Esporte Interativo não era de interesse (comercial e estratégico) da Net. Esta controvérsia privada, pontual e isolada, não pode, mesmo em hipótese, ser cogitada como qualquer indício de fechamento de mercado para às programadoras.”
FONTE http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=46313&sid=8